Spartacus. Fim da primeira temporada. Sangue por toda parte, corpos e mais corpos: corpos de escravos, senhores, prostitutas, juízes, oportunistas, capangas e defensores do império em geral. Corpos esculpidos e reorganizados pela lâmina das espadas ensanguentadas buscando justa vingança. E assim se resume a fala do protagonista frente a todo o sangue recém-jorrado: “fizemos porque foi necessário”.
Os gladiadores foram seres-humanos que "alegraram" por muitos anos os cidadãos de Roma. Na medida em que as injustiças, hipocrisias e descasos começavam a assolar cada vez mais a população, a alta nobreza que detinha todo o poder à custa da miséria do povo teve a excelente ideia de levar “entretenimento” aos Romanos. Sanar as necessidades e demandas reais de seu povo era pedir demais né? Solução: pão e circo. E assim surgiriam os grandes “espetáculos” dos gladiadores. Eventos semanais que aconteciam em estádios bastante semelhantes aos que estão sendo construídos aqui no Brasil para a copa de 2014...
Spartacus, mais um entre milhares de gladiadores, também deu sua contribuição para o bom funcionamento do império. Membro de uma tribo aliada ao império, nunca teve intenções de se opor a Roma. Pelo contrário, deu suporte ao império várias e várias vezes. CONTRIBUINTE! Até que por um pequeno desentendimento, ele desafia um Romano de alta patente. Conversa vai, conversa vem, algumas provocações e uma briga entre “autênticos” romanos e trácios (a antiga tribo de Spartacus) é travada. E assim, começa a jornada de Spartacus rumo às plateias sedentas por sangue. E no império é assim mesmo: gladiadores não passam de meros escravos. A diferença é que são escravos mais fortes, que sabem lutar. Homens que aprenderam a lutar como nenhum outro. Que sabem o valor de cada segundo que permanecem vivos e respirando. “os gladiadores não temem a morte, eles fazem amor com ela”. Só que mesmo com toda força que tem, mesmo com todo o valor que dão não só as suas vidas, mas como a de seus iguais (os gladiadores se tratam como irmãos de sangue!) eles OPTAM permanecer como escravos. Sendo assim, mesmo Spartacus jogou o jogo que os romanos queriam. Até o homem que iria liderar uma das maiores insurreições que o império romano já presenciou entrou também dentro do jogo imperialista de Roma. Arrancou o máximo de sangue que pode de seus inimigos. BLOOD! Cabeças cortadas de todas as formas, espadadas épicas, machadadas, e mais e mais cabeças decepadas. Tudo isso sem dizer dos desejos secretos da alta nobreza que os gladiadores sabiam realizar tão bem (!) Mas e os romanos diante de tudo isso? E a plateia? Sorrisos, felicidade, catarse coletiva, espetáculo!
Atos revolucionários. Desde o primeiro “não” que o filho dá para sua mãe ou para seu pai até as insurreições armadas mais sangrentas, eles estão aí colocados. Entre tudo e todos, perfurando tudo e todos, como uma metralhadora giratória. Como as espadas dos gladiadores subversivos!
“ Dilema revolucionário se aproximando em 5,4,3,2,1...”
Reforma OU Revolução?
TO BE CONTINUED...

Chega de revolução!
ResponderExcluirVamos mudar o eixo em torno do qual giramos!!
Esse seria o ato mais revolucionário!
ResponderExcluirMudarmos nosso eixo!
"Chega de Revolução" não é sinônimo de "mudar o eixo", e sim de "deixar como está"...
ResponderExcluirSe alguém quer mudar o eixo em torno do qual giramos, quer revolução...
De resto, implicância com palavras (que têm vários sentidos, e não um só)...